''As mãos são dois livros abertos, não pelas
razões, supostas ou autênticas, da quiromancia, com as suas linhas do
coração e da vida, da vida, meus senhores, ouviram bem, da vida, mas
porque falam quando se abrem ou se fecham, quando acariciam ou golpeiam,
quando enxugam uma lágrima ou disfarçam um sorriso, quando se pousam
sobre um ombro ou acenam um adeus, quando trabalham, quando estão
quietas, quando dormem, quando despertam.”
José Saramago
José Saramago