09 maio 2011

Yôga na terceira idade






A instrutora de ioga australiana Bette Calman, de mais de 80 anos, diz ser mais flexível hoje do que há 50 anos, graças à prática de Yôga.






"Nunca se está velho demais para a ioga", disse ela, "o corpo pode se alongar cada vez mais".




"Eu continuo a dar aulas lá, ao menos 11 vezes por semana", disse ela, que se orgulha do netinho de três anos também ter começado a prática.




"Cada vez que faço ioga é como se eu estivesse num conto de fadas. Esse é um exercício devagar, que ajuda fisicamente, emocionalmente, espiritualmente. É bom para ser praticado nos dias de hoje, onde todo mundo está sempre correndo e estressado. Mas não é todo mundo que consegue relaxar", disse ela.


'Eu sou a prova de que se você praticar ioga, vai chegar lá. Eu posso fazer mais do que podia, há 50 anos'. 'Você é nunca é demasiado velho para começar na ioga. A ioga mantém você jovem," diz Bette.




A autora de três livros sobre Ioga, incluindo um chamado Ioga para artrite.


*imagem do google


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Todos nós sabemos que envelhecer é inevitável, contudo, amadurecer de forma sadia é uma escolha. Inúmeras pessoas pelo mundo conheceram o Yôga e os resultados desta relação, sempre estiveram atrelados a manutenção da saúde e da qualidade de vida. Seus efeitos terapêuticos são cada vez mais reconhecidos pela ciência moderna. Sua prática está direcionada a qualquer idade, contudo, são aqueles que já passaram por mais de cinquenta primaveras que mais apresentam resultados na qualidade de suas vidas e no aumento da vitalidade. Notadamente, o Yôga retarda o envelhecimento minimizando os efeitos da idade enquanto age diretamente sobre o sistema imunológico; a prática de ásanas (posturas) revigora o tônus muscular perdido com o passar dos anos, além de corrigir defeitos de postura e alinhamento, uma vez que agem diretamente sobre a coluna, aliviando também as dores. Ao praticar os ásanas, inúmeros idosos que sofriam de incontinência urinária, a famosa ‘bexiga solta’, apresentaram uma significativa melhora. Determinados ásanas fortalecem os músculos da pélvis, o que acaba de vez com este problema que acomete homens e mulheres na terceira idade. Com o trabalho das torções e demais alongamentos a rigidez das articulações é diminuída, o que previne o reumatismo e a artrite. Os bandhas (movimentos de contrações musculares), eliminam problemas digestivos como as queimações e refluxos, colaboram com o trabalho intestinal, o que evita colites e prisão de ventre. As técnicas respiratórias do Yôga conhecidas como pránáyámas fortalecem o coração e agem diretamente sobre o sistema nervoso. Com isso ganha-se mais vigor respiratório e cardíaco. Mas os benefícios não param por aí.





As mulheres de meia e terceira idade são especialmente beneficiadas. A prática do Yôga elimina, ou pelo menos atenua, os efeitos da menopausa. Quando a mulher entra neste período ocorre um sensível desequilíbrio hormonal, o que provoca o desânimo, a angústia, insônia, irritabilidade, ressecamento das mucosas, queda de cabelos, enfraquecimento dos ossos e as famosas ondas de calor que trazem um terrível desconforto. Para que isso tudo possa ser atenuado, determinados ásanas, principalmente as posturas invertidas, irrigam e massageiam as glândulas que secretam os hormônios como a hipófise, a tireóide, as supra-renais e os ovários. Também é de grande auxílio os ásanas relaxantes, pois eles dispersam as dores musculares, baixam a pressão sanguínea, equilibram o ritmo cardíaco, reduzem a fadiga e melhoram a qualidade do sono.





Como todos podem ver, este sábio velhinho (o Yôga) tem ajudado a muitas pessoas e é portanto inevitável que não falemos bem dele. Ele ajuda a integrar a mente e o corpo, causando um ‘alinhamento’ no sentido em que a mente entra em contato com cada uma das células e fibras do corpo. Como não se pode mergulhar no mesmo rio duas vezes, também cada um dos ásanas, como um jorro de nova energia, revigora a força vital do praticante. Sua prática purifica o corpo. Assim como o ourives aquece o ouro no fogo para purificá-lo, o mesmo ocorre com os ásanas, pois eles intensificam a circulação do sangue arterial, purgando o corpo das toxinas e das doenças decorrentes de um estilo de vida irregular, de hábitos insalubres e da má postura.


Finalmente, o Yôga restaura a simplicidade e a paz mental, libertando seus adeptos das aflições e confusões geradas por estados mentais muitas vezes condicionados a estilos de vida degenerados. A calma, passo a passo advém da prática de ásanas, pránáyámas e demais técnicas da tradição. Além de rejuvenescer com delicadeza o corpo, o Yôga irá revigorá-lo, libertando a mente dos sentimentos negativos; ademais, o Yôga preenche o Ser interior com esperança e otimismo, ajudando a superar os obstáculos a uma saúde perfeita e ao contentamento espiritual. É um renascimento. Na verdade, uma reintegração!







“O Yôga é uma luz que, depois de acesa, nunca enfraquecerá. Quanto melhor você praticar, mais forte será a chama.” – B.K.S. Iyengar.













Om Namah Shivaya!










Fernando Liguori



Anuttara Kápilanáth Kuláchárya



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