
Quando adentramos as portas de um olhar, temos que ser cautelosos ao
abri-las. Quando chegamos ao fundo, podemos nos deparar com sinceridade,
compaixão e amor.
Porém existem os olhares tristes, magoados, dilacerados pela dor e o sofrimento.
Há olhares de falsidade, aqueles que brilham no escuro. se dizem
apaixonados e porem cegos de tanto ciúme e posse apenas enganam.
Tem também aqueles que mostram ganância, buscam lucros e querem ser vistos, e idolatrados, são vaidosos.
Há outros que são fixos, permanecem horas a fio, e secam suas energias,
são vampiros, deixam suas vítimas fracas e desiludidas.
Há também os olhares que usam os outros, fazem suas escadas, pisam,
para obter vantagens, são os olhares mais comuns em ambientes de
trabalho competitivo, são olhares psicopatas, destroem suas vítimas em
benefícios próprios.
Também encontramos os mentirosos, que prometem, que dizem amar, que
fazem discursos e projetos que nunca vão ser realizados, são olhares
bonitos, porém falsos, que escondem tanto seu orgulho, sua distinção,
sua casta, porém não escondem a fragilidade, o medo, e a incapacidade de
dizer a verdade.
Mas o verdadeiro olhar é aquele que ama, é inundado pelas emoções,
sente com o coração. Olhos que choram, falam de amor e amam de verdade.
Existem faces alegres e sorridentes, que expressam olhos violentos, que
desprezam e humilham e que jamais encaram o outro, pois ao serem
descobertos, todos verão sua verdade, o que é falso.
Quem ama, olha, se deixa tocar pelo olhar, fala pelo olhar, brilha. É
no olhar do outro que reconhecemos a verdade, a sinceridade, o Amor, é
no simples, não no belo, mas no puro, isso abre as portas da alma
através do coração.
Quem se toca com um olhar, se alimenta com uma lágrima, deseja com o coração; é feliz.
Algum dia, quando os olhos se fecharem para sempre, só restarão os da
alma, que estarão permanentemente abertos para nos guiar pelos caminhos
de luz e encontrar o Amor verdadeiro.
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