06 março 2011

Obsessão


Obsessão, segundo o espiritismo, seria a interferência prejudicial exercida por um espírito sobre outro, sejam eles encarnados ou desencarnados.
Alguns espíritas consideram a obsessão o “mal do século”, pois muitas são as suas manifestações e poucas são as comunidades que sabem como tratá-la integralmente.
As causas da obsessão decorem de vários fatores, dos quais os mais freqüentes são problemas reencarnatórios, tendências viciosas, egoísmo excessivo, ambições desmedidas, aversão a certas pessoas, ódio, sentimentos de vingança, futilidade, vaidade exagerada, apego ao dinheiro e assim por diante.
Essas disposições da criatura atraem espíritos afins que a envolvem e são aceitos por ela como companheiros invisíveis.
Os espíritos obsessores não são os únicos culpados da obsessão. Geralmente o maior culpado é a vítima.
Existem vários graus de obsessão:
Obsessão simples – ocorre quando um espírito ou vários influenciam a mente de um médium com suas idéias. O médium inexperiente acaba exprimindo pensamentos que não são seus.
Fascinação – é uma ação direta e constante do pensamento de um espírito sobre a mente do médium de forma que ele aceita tudo que lhe é passado pelo espírito como a mais pura verdade.
Subjugação – é uma influência tão forte sobre a mente do médium que este não mais raciocina nem age por si mesmo, agindo como marionete do espírito ou espíritos que o influenciam.
Há muitas espécies de espíritos obsessores desencarnados que, de alguma forma, consciente ou inconscientemente, nos prejudicam.
Há obsessores que nos odeiam e os que nos amam. Há obsessores viciados, dependentes de fumo, do álcool, das dorgas, da gula, do sexo, do jogo, do poder, da luxúria e do dinheiro.
Existem ainda os indecisos e indiferentes, os brincalhões e os sofredores.
Os espíritos obsessores são nossos irmãos e pertencem à grande romaria do progresso e da evolução.
Obsessores que nos odeiam – geralmente são aqueles irmãos a quem prejudicamos em vidas passadas e que ainda não nos perdoaram, e, por isto, estão cheios de ódio, desejando vingança. Precisam ser orientados para que nos deixem em paz.
Obsessores que nos amam – são aqueles que conviveram conosco aqui na terra, geralmente parentes e amigos queridos que tinham por nós grande afeição e apego e não se conformam com a separação. Devem ser orientados para que possam ser afastados e para se desapegarem dos laços materiais que existiam.
Obsessores viciados – são aqueles que quando encarnados adquiriram algum vício, a ponto de ficarem dependentes. Este tipo de obsessão é um dos mais difíceis pois a cura só ocorre se o obsediado decide deixar o vício, quando os obsessores são orientados e afastados para tratamento.
Obsessores indecisos e indiferentes - são aqueles que ficam perambulando na Terra sem objetivo determinado. Muitas vezes não sabem que já desencarnaram e ao se aproximarem de nós só transmitem coisas ruins, dúvidas e incertezas e podem nos induzir às depressões. Estes espíritos devem ser devidamente esclarecidos e encaminhados para as Escolas Espirituais para se prepararem para a continuidade da evolução espiritual.
Obsessores brincalhões – são espíritos que querem se divertir às nossas custas, às vezes até com brincadeiras de mau gosto. São espíritos atrasados que não distinguem o bem do mal. Devem ser orientados sobre as responsabilidades do livre-arbítrio e a pensar na necessidade do progresso.
Obsessores sofredores – há muitos espíritos desencarnados sofredores, principalmente aqueles que desencarnaram em situações traumatizantes, através de acidentes, assassinatos e suicídios ou doenças graves. Não desejam o nosso mal, querem apenas ajuda, socorro. Precisam ser medicados com passes anestesiantes para o alívio das dores e serem encaminhados aos Hospitais Espirituais para tratamento.
É importante esclarecer que as obsessões só existem porque ainda animamos maus pensamentos e agimos sem amor no coração.
Devemos esclarecer que nem toda perturbação emocional tem origem espiritual, porém, quando se identifica uma ocorrência de obsessão, se recomenda o tratamento de suas causas.
O tratamento da obsessão, chamado de desobsessão, é sempre feito em um Centro Espírita. Nele se utiliza a “lei da causa e efeito”, na tentativa de mostrar aos obsessores que o obsediado, hoje, já pode ter sido vítima em existência passada. Cabe ao esclarecedor espírita, com paciência, perseverança e conhecimento dos mecanismos da vida, quebrar o círculo vicioso entre obsessor e obsediado.
A desobsessão é baseada no amor, pois procura ver a todos como irmãos e irmãs necessitando de esclarecimento.

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